Comentário Bimensal do Conselho Mundial da Energia sobre Questões Energéticas, 1 Maio 2008
O CME Realizou um Siminário de Alto Nível sobre INGA
O CME realizou um seminário internacional de alto nível sobre "O Financiamento de Projetos Hidrelétricos de INGA na República Democrática do Congo -RDC" -, em Londres, dias 21 e 22 de abril. O evento, o segundo organizado pelo CME sobre os projetos de INGA, seguido pelo Fórum Internacional realizado em Gaborone, Botswana, onde o CME desenvolveu um Plano de Ação e criou uma Equipe Internacional de INGA para levar os projetos adiante.
O principal objetivo deste seminário foi identificar os principais requisitos financeiros e parceiros em potencial para o financiamento total dos projetos hidrelétricos de INGA, que incluem a reforma das instalações de INGA 1 e 2 e desenvolvimento de INGA 3 (4,320 MW) e Grande INGA (40,000 MW). O seminário também proporcionou o encontro do CME com autoridades da República Democrática do Congo -RDC para a criação de uma Empresa Promocional (PROCOM) para o projeto Grande INGA; o PROCOM pretende facilitar e acelerar o início do projeto e também definirá planos para o estabelecimento da "Infra-estrutura e Zona Integrada de Serviços de INGA", visando o suporte de engenharia, manutenção de equipamentos e outros serviços e produção, aumentar a transferência de tecnologia, capacidade local e facilitar a criação de empregos para os Africanos.
O seminário atraiu mais de 75 participantes, inclusive Ministros e representantes graduados de governos, serviço público, principais empresas de energia, fornecedores, planejadores, instituições financeiras, principais grupos consumidores, sociedade civil e universidades, firmas internacionais de Direito e de consultoria e Membros dos Comitês do CME. John Taylor, da Agência de Gerenciamento de Desastres da Comunidade e Diretor Sênior do Banco Chase (EUA) e eu presidimos como moderadores nas reuniões.
O Professor Abubakar Sambo, Vice-Presidente do CME para a África deu as boas vindas aos participantes e destacou a importância dos projetos hidrelétricos de INGA, necessários ao fornecimento de eletricidade Africano e a contribuição para o alcance dos três "As" do CME. Ministros de Energia Africanos e representantes graduados dos principais países consumidores de Botswana, Namíbia e Nigéria expressaram total apoio à INGA e ressaltaram a importância do benefício aos seus países, com relação a eletricidade produzida por INGA. As principais demandas de energia foram projetadas pelos principais consumidores das maiores linhas de transmissão, a saber, Westcor, Egito, Nigéria e BHP aluminium juntas no Congo.
As apresentações do seminário enfatizaram as questões políticas, econômica, financeira, técnica, social, civil e ambiental relacionadas a INGA. Representantes de grandes projetos hidrelétricos similares, inclusive Três Gargantas (China), ITAIPU Binacional (Brasil/Paraguai), James Bay (Canadá) e Nam Theun 2 (Laos PDR/Tailândia) fizeram apresentações sobre suas experiências técnicas e financiamento, a maneira como lidaram com impactos sociais e ambientais em seus projetos e como eles ajudaram a criar empregos no local.
As apresentações da comunidade financeira internacional demonstraram o financiamento existente para INGA 1 e INGA 2; que é financiado juntamente com o Banco Mundial, o Banco Europeu de Investimento e o Banco Africano de Desenvolvimento. O objetivo do fundo refere-se à reforma das hidrelétricas INGA 1 e 2 e à reforma e expansão dos sistemas de transmissão e distribuição por toda República Democrática do Congo - RDC. O estudo é administrado atualmente pela SNEL, com ênfase nas condições de
financiamento público-privada, no tempo para o progresso dos projetos de INGA 3 e Grande INGA e na necessidade de desenvolvimento destes projetos numa base comercial, com um plano de gerenciamento de risco que permita riscos aceitáveis para os mercados.
Todos os participantes reconheceram o sentido de urgência para levar adiante os projetos de INGA, para coordenar o processo de planejamento e fase de desenvolvimento de maneira organizada e a tempo. A idéia é que o PROCOM dê prioridade a Grande INGA mas, também, que coordene com os outros projetos de INGA.
O papel importante do CME em impulsionar os projetos de INGA e seu propósito de criar o PROCOM e a Zona de INGA foram aplaudidos. O CME foi incentivado pelos representantes a continuar com este esforço.
Em seguida, o CME e a Equipe de INGA trabalharão com a União Africana, as autoridades da RDC, a SNEL e a sociedade civil, visando a criação do PROCOM e da Zona de INGA, num esforço para trabalhar com a RDC, SNEL, bancos e outras instituições para identificar possíveis fontes de financiamento e desenvolver um plano detalhado para atrair tais fundos para INGA 3 e Grande INGA, PROCOM e a Zona de INGA.
Todas as apresentações relativas ao seminário foram adicionadas ao GEIS no seguinte link:
www.worldenergy.org/IngaFinanceWorkshop/
O Comité Colombiano Organizou Reunião Sobre Cenários
A reunião sobre "Cenários da Política Energética até 2050" foi realizada dia 11 de abril em Bogotá, Colômbia. O evento foi organizado pelo Comitê Colombiano do CME. Cento e quarenta representantes do setor Colombiano de energia participaram do evento. Também estavam presentes: Gabriel Arguello, Presidente da Comissão para Integração Energética Regional (CIER), sediada em Quito, Equador e Mauricio Garrón, Chefe Executivo para Análise e Programas Setoriais da Corporação Andina de Fomento, sediada em Caracas, Venezuela.
José A. Vargas Lleras, Presidente do Comitê Colombiano do CME, abriu a reunião e Norberto de Franco Medeiros, Vice Presidente do CME para a América Latina e o Caribe, fez a introdução e a apresentação geral.
As apresentações foram feitas pelo Diretor de Estudos do CME -Dr. Robert Schock sobre
o programa de trabalho do CME para 2008-2010. Dr. Schock falou sobre "Decidindo o Futuro: Cenários da Política Energética Mundial até 2050". Após a apresentação do Dr. Schock, Pietro Erber, Diretor do Instituto Nacional de Eficiência Energética - INEE e Consultor do CBCME e, também, coordenador regional do Estudo sobre Cenários da América Latina e o Caribe, falou sobre "Cenários sobre Energia Regional da América Latina e o Caribe até 2050". Houve uma intensa discussão após as apresentações.
Estas duas reuniões foram seguidas por um Forum que foi presidido por Robert Schock destacando os palestrantes: Pietro Erber; Guillermo Castillo, Presidente do Comitê Peruano do CME, German Corredor, ex Ministro de Energia Colombiano e atual Diretor do Observatório de Energia Colombiano; Carlos Arturo Flórez, Secretário Executivo da OLADE; e Pablo Corredor, Presidente do Comitê Colombiano do CIER (COCIER).
Um importante sinal de apoio ao evento foi a presença do Ministro de Minas e Energia, Dr. Hernán Martinez Torres, que estava acompanhado por Dr. Manuel Maiguashca, Vice Ministro de Minas e Energia. Dr. Torres falou sobre os Cenários Energéticos da Colômbia, destacando a importância do papel da energia para o desenvolvimento econômico, social e ambiental sustentável do país.
Em seu discurso de encerramento, Norberto de Franco Medeiros estimulou os participantes a agirem com responsabilidade e trabalharem juntos, visando o futuro sustentável, que ele enfatizou, precisará de forte cooperação entre os diversos setores público e privado, sociedade civil e ONG`s.
A principal conclusão do evento refere-se ao enorme interesse sobre o potencial impacto ambiental devido à utilização de energia e os esforços necessários para diminuir tais impactos. Transferência de tecnologia, envolvimento governamental e participação do setor privado, assim como dos estudos planejados, estudos técnicos e programas regionais inseridos no programa de trabalho do CME 2008-2010 atraíram o interesse da platéia ansiosa em aprender como estes estudos poderiam ser aplicados ao esforço regional da América Latina e Caribe.
Parabéns ao Comitê Colombiano do CME, liderado por Jose A. Vargas Lleras, pela excelente organização deste evento que obteve bom êxito. Todas as apresentações e palestras estão disponíveis no "site" do Comitê Colombiano do CME (www.cocme.org) ou em CD que poderá ser obtido através da Secretaria do Comitê Colombiano do CME (cocme@cocme.org).
Três Comités Membros Concorrem ao Congresso de 2013
Como o prazo final será 30 de abril, recebemos propostas para sediar o Congresso Mundial da Energia em 2013 do Comitê Dinamarquês, do Comitê Sul Africano (SANEA) e do Comitê Coreano. O local do Congresso de 2013 será escolhido durante a Assembléia Executiva na Cidade do México em novembro.
As propostas serão examinadas pelo Escritório do CME de Londres, pelo Comitê Financeiro e pelo Conselho de Administração. Além disto, visando informação mais detalhada para os Comitês Membros do CME e para ajudá-los a avaliar cada proposta, considerando sua adequação ao local do evento, providenciaremos uma "rede de avaliação" acessando os pontos principais de cada proposta, por exemplo, se existe um aeroporto internacional na cidade anfitriã, a distância dos principais hotéis até o local do evento, preços de quartos de hotéis, facilidade na obtenção de vistos, etc. A rede será preparada em conjunto com cada proponente e o documento completo será enviado a todos os Comitês Membros do CME, como parte da agenda da Assembléia Executiva. Esperamos que isto possa ajudar numa avaliação detalhada dos locais mais importantes e escolha daquele que seja o melhor para oferecer um Congresso com alta qualidade e alto nível de satisfação dos representantes. As apresentações das propostas serão efetuadas pelos proponentes em reuniões regionais que serão realizadas da presente data até novembro, na Assembléia Executiva na Cidade do México. O local para o Congresso de 2013 será escolhido através de voto secreto de todos os Membros de Comitês do CME presentes na Cidade do México.
GERALD DOUCET
Secrétaire Général
World Energy Council
5th Floor, Regency House,
1-4 Warwick St.
LONDRES W1B 5LT
TEL: (+44 20) 7734 5996
Policies for the future: 2011 Assessment of country energy and climate policy
The World Energy Council in partnership with Oliver Wyman (global consulting firm) has over the past year worked on its third Assessment of country energy and climate policy aiming to identify key areas for policy improvements and to understand how successful policies can be transferred from one country to another. more >

