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Comentário Bimensal do Conselho Mundial da Energia sobre Questões Energéticas, 15 Novembro 2008

 

ASSEMBLÉIA EXECUTIVA DE 2008

A Assembléia Executiva de 2008 foi realizada na cidade do México de 4 a 7 de novembro.  Antes da AE houve o Fórum Bi-Regional da América Latina - Caribe e América do Norte sobre "Energia e Água" de 2 a 4 de novembro.   Cerca de 250 membros representando 55 Comitês participaram dos eventos.  Nossos agradecimentos ao Comitê Mexicano pela maravilhosa hospitalidade e excelente organização das reuniões.
Informamos abaixo as principais decisões que foram tomadas durante a AE na Cidade do México.  A lista completa das ações estará disponível, brevemente, no site do CME.

" Como o processo de escolha do novo Secretário Geral vai demorar mais do que o esperado e, portanto, o novo Secretário Geral não pôde ser anunciado na AE na Cidade do México, conforme planejado, a AE APROVOU a proposta para delegar responsabilidade ao Conselho Diretor para a indicação do novo Secretário Geral, com o anúncio da indicação a ser amplamente divulgado aos membros através do site e outros meios, assim que estiver completo e será feito um relatório formal para a AE de 2009.
APROVOU o tema proposto para o Congresso de Montreal: "Respondendo Agora aos Desafios Globais: Energia em Transição para um Planeta Habitável" e APROVOU Élie Saheb, Vice-Presidente Executivo de Tecnologia da HydroQuebec, como Diretor Técnico para o Congresso de 2010.
APROVOU a revisão do Plano de Negócios 2008-2010 que inclue ajuste no Programa de Estudos para inserir um novo estudo sobre Avaliação de Políticas e Práticas Energéticas e também a revisão do cronograma de alguns estudos e trabalhos técnicos.
APROVOU a revisão do orçamento de 2008 que incluirá o aumento no orçamento dos Estudos para o Estudo sobre Avaliação, ajustes nos salários e taxas profissionais para custos imprevistos relacionados à substituição do novo Secretário Geral e a inclusão do ganho real na conversão de dólares americanos na Fundação do CME.
APROVOU os orçamentos Consolidados do CME de 2009 e da WSL, sendo que o orçamento Consolidado do CME incluirá um aumento habitual de 2% no aumento das taxas de anuidade para 2009 e eliminação das 3.000 libras - "taxa de novo membro para qualquer membro novo que venha se filiar depois de 1º de janeiro de 2009.
APROVOU o plano para o relatório do CME de 2009 que vai centralizar no Estudo de Avaliação com atenção especial ao impacto da crise financeira mundial na indústria de energia.
APROVOU o Relatório de Filiação de 2008, inclusive perdoando uma parcela da dívida do Líbano, devido a política atual e a instabilidade econômica no país e solicitou ao Secretário Geral Interino a escrever a Bangladesh, Gabão e Mongólia enfatizando que se um pagamento mínimo de 3.000 libras não for efetuado até o final do ano, a filiação deles será cancelada em janeiro de 2009.
" Graham Ward (Reino Unido) foi ELEITO Vice Presidente de Finanças e Professor Abubakar Sambo (Nigéria) como Vice Presidente para a África; Zhang Guobao (China) como Vice Presidente para a Ásia; Younghoon David Kim (Coréia) como Vice Presidente para a Ásia Pacífica e Ásia Sul e Elias Velasco Garcia (Espanha) como Vice Presidente de Responsabilidade Especial, Investimento e Infra-estrutura.
" Asger Bundgaard-Jensen foi ELEITO Membro Honorário do CME, aposentou-se como Vice Presidente de Finanças.
ELEGEU Daegu, Coréia do Sul, como o local do Congresso Mundial da Energia, 2013.

 

REUNIÃO EUROPÉIA REALIZADA EM ISTAMBUL

A reunião regional Européia do CME foi realizada em Istambul, Turquia, dia 17 de outubro.  Cerca de 40 participantes de 17 Comitês Europeus compareceram.  A reunião foi presidida por Johannes Teyssen, Vice Presidente para a Europa.
Budak Dilli, do Ministério de Energia e Recursos Naturais da Turquia, fez uma apresentação sobre o mercado de eletricidade da Turquia demonstrando que a Turquia está prevendo uma demanda crescente de energia que, provavelmente, deve crescer a uma taxa anual de 6,2%.   Este aumento necessitará da construção de pelo menos 40 GW de capacidade de geração e investimentos de aproximadamente US$ 100 bilhões.  O gás natural terá o papel principal, aumentando suas ações na geração de energia de 26,5 mtep até 2020.  O suprimento de gás seguro e suficiente torna-se, portanto, a principal preocupação do governo Turco e da indústria.   Em sua política energética, o governo define como prioridade a diversificação das fontes de energia aumentando as ações em renováveis e introduzindo 5 GW de capacidade nuclear até 2020.
O Gerente Regional do CME para Europa e Ásia Central, Slav Slavov, apresentou uma visão geral do mercado de eletricidade da Região Sudeste, demonstrando que aquela área precisará de nova capacidade de geração de 20 GW e investimentos de 30 bilhões de libras até 2020, tendo em vista que a demanda de eletricidade regional deve crescer cerca de 35% nos próximos 10 anos.
Em seguida houve uma discussão sobre a atual crise financeira mundial e seus impactos no setor energético.  Dr. Teyssen sugeriu que o CME circule um questionário sobre estas questões junto aos Comitês do CME para perguntar o que pensam e como a crise afetará o setor energético de cada país.
Stefan Ulreich e Gunnar Lundberg, presidentes das Forças Tarefas regionais sobre o mercado de energia Europeu e o mercado de emissões, apresentaram relatórios de suas respectivas Forças Tarefas.  Gul Timor destacou o avanço no estudo regional sobre energia e mobilidade que será concluído ano que vem.  Os resultados deste estudo serão apresentados num fórum especial a ser organizado em conjunto com a Exposição de carros em Genebra, Suíça, em março.
Durante o evento, houve um debate entre os consumidores Europeus e fornecedores da Bacia do Mar Cáspio.  O objetivo do debate foi analisar o potencial de suprimento de países da Bacia do Mar Cáspio para hidrocarbonetos, determinar os volumes que devem ser enviados à Europa e centralizar nas condições técnicas e geopolíticas e infra-estrutura relacionadas, assim como no papel dos países do corredor energético tais como:  Turquia, Bulgária e Grécia.
Dr. Hilmi Guler, Ministro de Energia e Recursos Naturais da Turquia abriu a discussão enfatizando a excelente cooperação que a Turquia mantém com os produtores de petróleo e gás do Mar Cáspio e o papel importante que o seu país poderia ter como um centro e corredor de passagem de gás natural para a Europa.  Ele também observou que a Turquia será o maior consumidor e que o consumo interno de gás deve triplicar até 2020.  Outros palestrantes falaram sobre as necessidades de gás natural da Europa a médio e longo prazo, assim como as necessidades de infra-estrutura. Reinhard Mitschek, Vice Presidente do OMV e Gerente do Projeto Nabucco, apresentou a situação atual desta ponte estratégica entre os fornecedores do Mar Cáspio e os consumidores Europeus.   O projeto foi planejado para começar em 2010, sendo concluído em 2013.  Dentre os fornecedores de gás natural mais importantes, o Dr. Mitschek destacou o Azerbaijão, Turkmenistão, Irã e Iraque.
A conclusão do debate foi que a Bacia do Mar Cáspio oferece reservas significantes de hidrocarbonetos: 31% do total das reservas de gás do mundo e 7% das reservas de petróleo.  A demanda de gás Européia está prevista crescer de 500 para 600 BMC até 2030. Para garantir a segurança do fornecimento de gás natural, a Europa deve tomar dois caminhos:  construir parcerias confiáveis e duradouras com fornecedores tradicionais e criar relacionamentos com novos fornecedores nas regiões, isto é, na região do Mar Cáspio.  No último caso, e considerando o aumento da demanda de gás na Europa, existe uma forte indicação de formação de um quarto corredor de gás.
Do lado do mercado existe um enorme interesse em desenvolver a infra-estrutura necessária e, portanto, inúmeros projetos de gasodutos de gás comercial estão sendo avaliados, tais como os projetos Trans-Caspian e Trans-Adriatic.  O Projeto Nabucco (31 BMC) é um bom exemplo, mas não deve ser considerado um complemento a outras soluções, ao invés de uma alternativa, porque a necessidade dos Europeus é enorme.  No entanto, incertezas geopolíticas ainda são um dos maiores obstáculos impedindo o desenvolvimento de infra-estrutura de gás conectando a Bacia do Mar Cáspio à Europa.  Mais diálogo, compromissos sérios e ações tangíveis são necessários a níveis político e comercial entre produtores e consumidores.  Também são necessários investimentos nas fronteiras, principalmente para exploração e infra-estrutura.  A conclusão do projeto Nabucco poderia incentivar outros fornecedores em potencial, tais como: Iraque e Rússia a aderir à ponte de fornecimento à Europa.  A Turquia possui uma posição bem estratégica entre os países fornecedores e a Europa e poderia ter um papel importante conectando a Europa a novas regiões fornecedoras.


O COMITÊ INDIANO ORGANIZA CONGRESSO DE ENERGIA

O Comitê Indiano organizou o Congresso de Energia da Índia 2008, dia 22 de outubro, em Nova Deli.  O tema do evento foi "Segurança na Distribuição de Energia Sustentável".  O ilustre Ministro de Energia, o ilustre Ministro de Estado de Carvão e o Secretário de Energia compareceram com outros especialistas em energia dos setores hidrelétrico, carvão, petróleo, gás natural e outros renováveis.O Congresso apresentou debates sobre Acesso a Energia, Garantia de Segurança de Energia e Sustentação do Compromisso.  O Ministro de Energia também lançou a versão simplificada do Livro de Energia da Índia 2008, que é um compêndio de dados e estatística para o setor de energia Indiano.
O Congresso de Energia da Índia foi precedido no dia  21 de outubro por duas reuniões para altos executivos, uma para combustível e a outra para energia hidrelétrica.  As reuniões foram moderadas pela PricewaterhouseCoopers, o parceiro experiente para o evento.  O Dr. Kwon-Sung Kim, Diretor de Energia e Divisão de Recursos Políticos, Ministro de Ciência Econômica da Coréia do Sul, representou o Comitê Coreano e participou destes eventos para compartilhar da política energética da Coréia e para demonstrar sua proposta para ser o anfitrião do Congresso em Daegu em 2013.

KIERAN O’BRIEN
Acting Secretary General
Tel:  (+44 20) 7734 5996 
World Energy Council
5th Floor, Regency House, 1-4 Warwick St.
London W1B 5LT

Policies for the future: 2011 Assessment of country energy and climate policy

The World Energy Council in partnership with Oliver Wyman (global consulting firm) has over the past year worked on its third Assessment of country energy and climate policy aiming to identify key areas for policy improvements and to understand how successful policies can be transferred from one country to another. more > 

Assessment 2011 Cover